É a variedade de organismos vivos, de todas as origens, encontrados nos diversos ecossistemas do planeta. Por organismos vivos, podemos compreender a diversidade de espécies da fauna, flora e de microorganismos, que realizam suas funções ecológicas em conjunto, mantendo o ecossistema em equilíbrio.
Biodiversidade refere-se tanto ao número (riqueza) de diferentes categorias biológicas quanto à abundância relativa (equitabilidade) dessas categorias; e inclui variabilidade ao nível local (alfa diversidade), complementaridade biológica entre hábitats (beta diversidade) e variabilidade entre paisagens (gama diversidade). Biodiversidade inclui, assim, a totalidade dos recursos vivos, ou biológicos, e dos recursos genéticos, e seus componentes. A espécie humana depende da biodiversidade para a sua sobrevivência.
A Biodiversidade é uma das propriedades fundamentais da natureza, responsável pelo equilíbrio e estabilidade dos ecossistemas. As funções ecológicas desempenhadas pela biodiversidade são ainda pouco compreendidas, muito embora considere-se que ela seja responsável pelos processos naturais e produtos fornecidos pelos ecossistemas e espécies que sustentam outras formas de vida e modificam a biosfera, tornando-a apropriada e segura para a vida.
A diversidade biológica possui, além de seu valor intrínseco, valor ecológico, genético, social, econômico, científico, educacional, cultural, recreativo e estético. Com tamanha importância, é preciso evitar a perda da biodiversidade e cada vez mais preservá-la. Dia 22 de Maio é dia internacional da biodiversidade, e o Brasil é considerado o país de maior diversidade biológica do planeta.
Os fatores que ameaçam a biodiversidade são a caça predatória e ilegal, a derrubada de florestas, as queimadas, a destruição dos ecossistemas para loteamento e a poluição de rios. Outro problema grave que ameaça a fauna e a flora brasileira é a chamada biopirataria, a saída ilegal de material genético ou subprodutos de plantas e animais para pesquisas sobre novos medicamentos e cosméticos no exterior sem o pagamento de patentes, assim como a comercialização de animais silvestres ilegalmente. Além da poluição, causada por dejetos domésticos, industriais e por agrotóxicos, e do problema do lixo, há a degradação de riquezas naturais. Nas grandes cidades as condições ambientais são nocivas, o desmatamento, a desertificação e a extinção de espécies biológicas (fauna e flora) ameaçam a biodiversidade e põem em risco a sustentabilidade dos ecossistemas e, por conseqüência, da própria qualidade de vida. Os principais processos responsáveis pela perda da biodiversidade são:
Perda e fragmentação dos hábitats;
Introdução de espécies e doenças exóticas;
Exploração excessiva de espécies de plantas e animais;
Uso de híbridos e monoculturas na agroindústria e nos programas de reflorestamento;
Contaminação do solo, água, e atmosfera por poluentes;
As inter-relações das causas de perda de biodiversidade com a mudança do clima e o funcionamento dos ecossistemas apenas agora começam a ser vislumbradas.
Três razões principais justificam a preocupação com a conservação da diversidade biológica.
Primeiro porque se acredita que a diversidade biológica seja uma das propriedades fundamentais da natureza, responsável pelo equilíbrio e estabilidade dos ecossistemas.
Segundo porque se acredita que a diversidade biológica representa um imenso potencial de uso econômico, em especial pela biotecnologia.
Terceiro porque se acredita que a diversidade biológica esteja se deteriorando, inclusive com aumento da taxa de extinção de espécies, devido ao impacto das atividades antrópicas. E a manutenção da diversidade biológica, é essencial para a qualidade de vida no planeta terra, podendo ser fator limitante !
A Convenção sobre Diversidade Biológica - CDB - foi assinada por 156 países incluindo o Brasil durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento ou Rio 92, e ratificada pelo Congresso Nacional em 1994. Além de preconizar a conservação da biodiversidade e a utilização sustentável de seus componentes, a CDB ressalta a necessidade da repartição justa e eqüitativa dos benefícios derivados dos usos diversos dos recursos genéticos.
A CDB busca, acima de tudo, a compatibilização entre a proteção dos recursos biológicos e o desenvolvimento social e econômico. O que inova sobremaneira as ações de conservação da biodiversidade. A Convenção propõe uma série de estratégias para sua implantação, dentre elas, a elaboração e consecução de programas inovadores de conservação dos recursos "in situ" e "ex situ", além da disseminação de informações e do retorno de benefícios gerado pela utilização da biodiversidade.
Convenção que precisa ser realmente aplicada !
Ações individuais e coletivas recomendáveis:
Conhecer as propostas originais submetidas à ONU, pela sociedade civil organizada, relativas à "Agenda 21", "Proteção das Florestas e da Biodiversidade" e "Mudanças Climáticas";
Usar os recursos da internet para conhecer mais sobre as questões críticas do nosso tempo: o esgotamento do petróleo e dos recursos materiais (água, solo, biodiversidade, minerais) e a degradação social;
Informar-se em livros sobre os novos temas, fazer cursos, participar de grupos de estudos;
Ajudar a pensar e criar eco-vilas e eco-cidades com interações positivas entre ambas;
Apoiar projetos agroecológicos e de consumo orgânico;
Aprender sobre externalidades econômicas negativas;
Saber o que são os serviços ambientais produzidos pelos ecossistemas e sobre as conseqüências de sua perda;
Aprender a usar o potencial energético, e o custo energético para avaliar sistemas de produção e de consumo;
Passar da visão microeconômica a macroeconômica (exemplo: cadeias produtivas e seus impactos nos ecossistemas e na sociedade);
Estudar sobre indicadores de desempenho energético e ecológico dos sistemas;
Estudar a capacidade de suporte e como ela depende da apropriação do homem, da biomassa e dos energéticos fósseis;
Conhecer e calcular a pegada ecológica;
Reciclar, sempre que possível.
Aprender a modelar sistemas e a prever cenários futuros;
Discutir quais seriam os indicadores mais adequados para priorizar programas e projetos;
Integrar conhecimentos e estabelecer interações sociais de maior qualidade.
Buscar informações sobre; planejamento de Bacias Hidrográficas; Educação Ambiental, Impactos Ambientais, Legislação Ambiental, etc.
Participar das ações municipais relativas à proteção do clima, Agenda 21 e plano diretor;
Promover a reforma ecológica e social do sistema de produção e consumo, nos espaços locais, regionais e globais;
http://www.funbio.org.br http://www.mma.gov.br/biodiversidade
ALBAGLI, S. 1998. Geopolítica da Biodiversidade. Brasília: Edições IBAMA.
MMA/SBF. 1998. Primeiro Relatório Nacional para a Conservação sobre Diversidade Biológica. Brasília: Ministério do Meio Ambiente.